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Canela,09/03/2026

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Participação feminina no mercado de trabalho cresce no Rio Grande do Sul, aponta levantamento

Estudo revela aumento na presença das mulheres na economia e em cargos de liderança, mas desigualdade salarial ainda persiste

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A presença das mulheres no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul apresentou avanço significativo nos últimos anos. Em 2024, a taxa de participação feminina chegou a 58,5%, enquanto o índice de desemprego entre elas caiu para 6,2% — o menor patamar já registrado no Estado e abaixo da média nacional, que ficou em 8,1%.

Os números fazem parte da publicação Síntese ODS 5 – Igualdade de Gênero, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística, órgão ligado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. O relatório acompanha dezenas de indicadores que medem avanços e desafios relacionados à igualdade de gênero no Estado.

Outro dado relevante do levantamento mostra que as trabalhadoras gaúchas apresentam, em média, maior nível de escolaridade em comparação aos homens. Em 2024, 34,2% das mulheres ocupadas possuíam ensino superior completo, enquanto entre os trabalhadores do sexo masculino o percentual foi de 19,1%. Mesmo assim, a diferença salarial continua sendo um obstáculo: a remuneração média feminina corresponde a cerca de 76% do rendimento dos homens.

A secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans, ressaltou que o estudo fortalece a consolidação de uma governança baseada em evidências no Rio Grande do Sul.

O papel da secretaria é assegurar que o planejamento do Estado seja ancorado em dados consistentes. O monitoramento sistemático desses indicadores transforma estatísticas em inteligência para a gestão pública, permitindo identificar com clareza onde houve avanço e onde as desigualdades persistem. Isso fortalece o planejamento e orienta decisões mais precisas na formulação de políticas”, afirmou.

Ela destacou ainda a relação entre evidências, gestão e orçamento.

A eficiência do gasto público depende de um ciclo de planejamento robusto, transparente e alinhado aos desafios apontados pelos dados. Direcionar recursos com base em evidências aumenta a eficácia das políticas e potencializa o impacto das ações. Um exemplo concreto é o avanço na presença feminina em cargos de chefia no Executivo. Esses resultados reforçam como a boa gestão de pessoas e o acompanhamento dos indicadores contribuem para políticas de equidade sustentáveis e com resultados reais para a população”, completou.

Para a secretária adjunta da Secretaria da Mulher, Viviane Viegas, os dados demonstram que políticas públicas bem estruturadas produzem resultados positivos, embora ainda exista um longo caminho para reduzir as desigualdades.

Nosso compromisso é seguir fortalecendo ações baseadas em evidências, ampliando a transversalidade das políticas de gênero, assegurando orçamento adequado, monitoramento contínuo e participação social”, destacou.

Presença feminina em cargos de liderança

O estudo também analisou a participação das mulheres em posições de liderança no setor público. Em 2025, elas representam 61,4% do total de servidores do Executivo estadual e ocupam 54,3% dos cargos de chefia — crescimento significativo em relação ao ano anterior. Nas secretarias estaduais, a presença feminina à frente das pastas chega a 35,5%.

Em outras esferas do poder público, o cenário também mostra evolução. No Judiciário gaúcho, 45,3% dos magistrados são mulheres, enquanto na segurança pública a participação feminina chega a 41,5% na Polícia Civil e 16,3% na Brigada Militar.

Trabalho doméstico e saúde

Mesmo com avanços no mercado de trabalho, o levantamento aponta que as mulheres ainda dedicam mais tempo às atividades domésticas. Em 2022, elas destinaram cerca de 11,3% do tempo a tarefas de casa, proporção aproximadamente 1,7 vez maior que a registrada entre os homens.

Na área da saúde, o relatório mostra avanços na assistência pré-natal. Em 2024, 83,2% das gestantes no Estado realizaram sete ou mais consultas durante a gravidez, número superior ao registrado em 2015. Entretanto, alguns indicadores ainda preocupam, como a alta taxa de partos cesáreos e o aumento da mortalidade materna no último ano analisado.

Também houve progresso na vacinação contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos, com cobertura superior a 90%, atingindo a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde.

Violência contra a mulher

O relatório também reúne indicadores sobre violência de gênero. Em 2025, foram registrados 1.433 casos de estupro envolvendo meninas de até 14 anos em contexto de violência doméstica, uma redução de 10% em comparação ao ano anterior. Ainda assim, adolescentes e jovens continuam sendo o grupo mais vulnerável.

No mesmo período, a taxa de feminicídio consumado no Estado foi de 1,38 caso por 100 mil mulheres, enquanto as tentativas de feminicídio chegaram a 4,57 por 100 mil.

O estudo reforça que, apesar dos avanços registrados em diferentes áreas, a desigualdade de gênero ainda exige políticas públicas permanentes e acompanhamento constante para garantir maior equidade na sociedade.





















Texto: Ascom SPGG

Edição: Tempo Extra

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